A utilidade da Psicologia da Saúde na sua prática profissional

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Karen Morgan, Universidade de Perdana, Colégio Real de Cirurgiões da Escola Médica da Irlanda, Kuala Lumpur, Malásia; e Robbert Sanderman, Universidade de Groningen e Universidade de Saúde e Technologia de Twente, Holanda.

A Psicologia da Saúde na prática

A Psicologia da Saúde é uma disciplina recente, dinâmica e de rápido crescimento na área da psicologia. Os psicólogos da saúde procuram aplicar as teorias psicológicas para:

  • Promover a saúde e prevenir a doença,
  • Entender como as pessoas gerem a sua circunstância de doença e como recuperam dela,
  • Personalizar tratamentos e intervenções,
  • Melhorar os sistemas de cuidados de saúde e políticas públicas

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Potenciando a sua imaginação: Como usar o poder da imagética para promover comportamentos saudáveis

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Martin S. Hagger, Curtin University, Australia and University of Jyväskylä, Finland

Dominic Conroy, Birbeck University of London, UK

O que é a imagética?

De uma forma geral, os seres humanos são bons a imaginar coisas, por exemplo, ações futuras ou cenários hipotéticos. Estas situações imaginadas não costumam ser estruturadas e são automáticas. Os psicólogos têm investigado se é possível aproveitar esta capacidade de imaginação para aumentar a competência para atingir   resultados ou objetivos desejados.

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O poder do planeamento

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Peter M. Gollwitzer, New York University

Todos nós temos maus hábitos. Petiscamos quando estamos mais stressados ou bebemos demasiado álcool quando estamos num momento descontraído entre amigos. Criamos stress desnecessário ao deixarmos que os media nos distraiam de concluirmos os nossos projetos profissionais, ou ao entrarmos em querelas desnecessárias com colegas, amigos ou família. Como podemos mudar estes maus hábitos?

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Fear is a bad counsellor

O Medo é um mau conselheiro

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Dr. Gjalt-Jorn Peters, Open University, Países Baixos

 

A utilização de mensagens que visam aumentar o receio/medo são uma estratégia comum para promover a mudança de comportamentos de saúde. Um bom exemplo, são as mensagens utilizadas nos maços de tabaco acompanhadas com imagens chocantes. Um outro exemplo, são as campanhas de promoção do uso do cinto de segurança e o desencorajamento do uso de substâncias ilícitas. Apesar da popularidade e do uso generalizado destes métodos de intensificação do medo, a investigação sugere que esta pode não ser a melhor forma de mudar comportamentos.

 

Como é possível o medo não ser uma estratégia eficaz? Não deveriam as pessoas ficar assustadas com as coisas que lhes podem fazer mal à saúde? Afinal, qualquer pessoa que saiba os riscos envolvidos seguramente que não irá fumar, conduzir sem o cinto de segurança, ou usar metanfetaminas, certo? Bom… não propriamente…

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E-Health: tendências e esperanças

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Rik Crutzen, Maastricht University, The Netherlands

 

Hoje em dia, as pessoas utilizam a internet a toda a hora para uma grande diversidade de atividades: desde fazer compras a partilhar com um amigo que está do outro lado do mundo, uma fotografia engraçada de um gato. Tudo é possível na internet. A internet é também cada vez mais utilizada na área da saúde – referida como e-saúde (“e-health”).

 

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Será que o dinheiro muda mesmo tudo? A utilização de incentivos e desincentivos monetários na promoção de comportamentos saudáveis

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Jean Adams, Centre for Diet & Activity Research, University of Cambridge

Em Portugal, é cobrado desde fevereiro de 2015 cerca de 10 cêntimos por cada saco de plástico descartável. O dinheiro cobrado desta forma reverte para o estado, e logo no primeiro ano desta medida, o uso de sacos de plástico em Portugal caiu 98%. Não é difícil concluir que um pequeno desincentivo monetário pode ter um grande impacto no nosso comportamento.

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“Ganhar o hábito”: Aplicar a ciência da formação de hábitos ao mundo real

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By Benjamin Gardner, King’s College London

O que é um hábito?

Porque é que comemos pipocas quando vemos um filme? A maioria das pessoas responderia que comer pipocas é uma resposta habitual a ver um filme. A Psicologia  define comportamentos “habituais” como ações que surgem automaticamente, como resultado da aprendizagem de associações formuladas entre uma determinada situação (por ex. o cinema) e a resposta a essa mesma situação (por ex. comer pipocas).

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